A Receita Federal está de olho nas operações fora das corretoras brasileiras
A nova regulamentação fiscal para criptoativos, impulsionada pela MP 2026, amplia significativamente a fiscalização da Receita Federal sobre investimentos em criptomoedas mantidos no exterior, carteiras de custódia própria e aplicações em DeFi e cripto no exterior.
Esses modelos, antes considerados ‘invisíveis’, agora estão no radar do Fisco. O investidor que deixar de declarar lucros obtidos nessas plataformas corre sérios riscos de cair na malha fina.
Cripto no exterior: agora é obrigatório declarar
A Receita exige que o investidor declare todos os criptoativos mantidos fora do país, inclusive quando não houver conversão para reais. Isso inclui lucros obtidos com vendas, trocas, farming, staking ou qualquer operação com ganho de capital.
Se você usou exchanges internacionais ou moveu ativos entre carteiras, precisa declarar com base no valor de mercado em reais na data da operação.
Custódia própria não significa isenção de fiscalização
Carteiras como Ledger, Trezor ou MetaMask oferecem segurança e autonomia, mas não excluem a responsabilidade fiscal. A Receita pode identificar movimentações por meio de rastreamento de blockchain, especialmente quando há conversão, lucro ou repasse entre carteiras.
Quem deixa de reportar esses dados, mesmo sem corretora envolvida, assume o risco de autuação.
DeFi está no centro da fiscalização
Operações em plataformas descentralizadas, como pools de liquidez, protocolos de empréstimo ou swaps, também entram na base de cálculo do imposto. A Receita considera qualquer ganho realizado como fato gerador.
A complexidade dessas operações torna ainda mais importante contar com ferramentas especializadas para consolidar e calcular corretamente os resultados.
Como evitar cair na malha fina
Você pode se proteger ao:
– Registrar todas as operações realizadas no exterior e em DeFi
– Calcular corretamente os lucros mês a mês
– Declarar os ativos mesmo que não tenha movimentado
– Utilizar soluções tecnológicas que organizam seus dados de forma fiscalmente segura
A Blue Consult oferece suporte completo para quem precisa declarar de forma estratégica e evitar erros que podem gerar multas e fiscalizações.
Não corra riscos com a Receita.
Contador (CRC-DF 028007-O), fundador e CEO da Blue Consult, o maior escritório do Brasil especializado em Imposto de Renda de criptoativos. Desde 2018, a Blue processou mais de 10.000 declarações e analisou mais de R$ 5 bilhões em ativos digitais. Mychel também é cofundador da Tokeniza e mantém o maior acervo de conteúdo sobre IR Cripto do país, com mais de 1.700 vídeos publicados.